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Sex, Mai

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira, 19, por cinco votos a quatro, suspender provisoriamente a lei federal que liberou o porte, o uso, a distribuição e a fabricação da fosfoetanolamina sintética, conhecida como "pílula do câncer". O caso ainda não se encerrou e deverá voltar ao plenário quando os ministros decidirem sobre o mérito da questão, que questiona a constitucionalidade da norma.

Parte interna do osso quebrado é alargada para instalar haste de titânio. Não há consenso na medicina sobre o procedimento. No Brasil, pesquisadores do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio, provaram as vantagens de uma técnica para cicatrizar fraturas nos ossos. Esse trabalho inédito foi apresentado no Congresso Americano de Ortopedia, na Flórida, e pode beneficiar muitos pacientes.

Do alto de um salto de 15 cm, Joyce nem se lembra de que a pequena cicatriz na coxa é de uma cirurgia, feita há menos de um ano.

A cabeleireira foi atropelada, quebrou o fêmur e precisou operar. Mas se recuperou logo.

“Foi ótimo. Com um mês e meio eu já estava andando, no mesmo ano eu já fiz já spinning, academia e tudo! Realmente não parece que eu sofri um acidente”, conta Joyce Cipriano da Silva.

Essa rapidez é resultado de uma técnica usada pelos médicos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio.

Com o equipamento chamado fresa, eles alargam a parte interna do osso quebrado e depois instalam a haste de titânio que vai ajudar na fixação.

Na literatura médica mundial, não existe um consenso sobre esse procedimento. Muitos médicos acham que ele destrói células.

Mas no laboratório os pesquisadores brasileiros descobriram que a fresa movimenta as células do osso e, com esse estímulo, elas dobram de quantidade no local da lesão, acelerando o processo de "colagem". Assim, a recuperação da área fraturada é mais rápida.

Os médicos esperam que a partir desse estudo, a técnica se torne referência, pelo menos no Brasil.

“A gente observou que de fato existe um componente biológico bastante importante, bastante significativo. Essa comprovação nos dá mais firmeza em daqui pra frente optar pela técnica baseado em dados científicos, e não mais apenas em dados da literatura”, diz a chefe de pesquisa do Into, Maria Eugênia Duarte.

A melhor forma de explicar a vantagem dessa descoberta é dizer que ela reduz pela metade o tempo de internação e de reabilitação. Nas cirurgias convencionais os pacientes levam de quatro a seis meses pra se recuperar. Com a técnica, são dois meses em média. O outro benefício é a cura. Dos treze pacientes que participaram da pesquisa, todos eles tiveram regeneração completa dos ossos.

Matheus é mais um caso de sucesso. Ele quebrou o fêmur num acidente de moto.

“Hoje eu me sinto novo. Me sinto melhor do que antes”, diz o cantor Matheus Oliveira da Silva.

O governo ainda não decidiu se sancionará ou vetará o projeto de lei aprovado no Congresso que libera o uso da fosfoetanolamina sintética --conhecida como "pílula do câncer". O prazo para a decisão da presidente Dilma Rousseff vence nesta quarta-feira (13).

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