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Personagem principal, o menino Mogli, é feito pelo garoto Neel Sethi

Qualquer fã de cinema como eu já alimentou sua imaginação inúmeras vezes com as diferentes versões do Livro da Selva, de Mestre Kipling, que teve competentes versões para a tela.

Agora, surge mais uma produção, a que estreia na quinta-feira (14), Mogli, O Menino Lobo. 

A mais antiga que posso recordar era com um garoto indiano chamado Sabu (1924-63), que estrelou como Mowgly, a versão inglesa de 1942, feita por Zoltan Korda (Sabu já vinha de sucessos como O Menino e o Elefante e O Ladrão de Bagdá). 

Assisti naturalmente a vários em reprises e, para os olhos de criança, tudo me pareceu convincente. Mas foi em 1967, ou seja, há quase 50 anos atrás, que veio o desenho animado que é considerado um clássico. 

Mas, na época, críticos norte-americanos o demoliram. Nesta nova versão em cartaz a partir desta quinta-feira (14) usa-se, inclusive, diversas versões do Necessário, Somente o Necessário/ The Bare Necessities, que volta a ser a música tema deste Mogli, interpretada pelo urso com a voz de Bill Murray. 

Também se aproveita aqui na versão atual outras canções, a nova I Wanna be Like You, dos Irmãos Sherman; Trust in Me (a canção da Python, por Scarlett Johansson, também dos Shermans). Mas houve ainda uma versão que era bem divertida de 1996, que se chamou O Livro da Selva, e era original porque foi estrelada por um adulto oriental, Jason Scott Lee (havaiano e chinês).

Mas nada me preparava, porém, para esta surpreendente e espetacular refilmagem sobre as ordens do competente ator e realizador Jon Favreau (Homem de Ferro 1, 2, e 3). 

Já começa e termina com uma admirável sequência com o menino herói correndo pelas selvas (e desta vez o 3D me pareceu mais necessário do que costume). Realmente a qualidade da tecnologia de CGI chegou a um ponto excepcional, onde as paisagens (gerados por VFX) e os animais são caracterizados de forma sempre convincente. 

Realmente a que ponto chegamos num filme que é quase total animação? Se bem que os pupeteers, ou seja, a turma da Jim Henson Creature Shop, tenha tido também importância em sua manipulação. A não ser pelo menino Mogli (feito pelo garoto Neel, que é indiano de família, mas nascido em Nova Iorque, em 2003). Simpático e espontâneo, foi uma escolha perfeita.

Na verdade, a Disney parece ter acertado novamente conservando a estrutura do desenho original, mas também expandindo-a. A mudança mais evidente é que, no desenho, o Rei Louie era um orangotango que não existe na Índia e agora foi transformado numa figura mítica ancestral dele, o gigantropithecus, e ainda mais assustadora. 

Destaque para a primeira mulher fazendo a cobra Kaa (no caso, Scarlett Johansson estava grávida de oito meses) e o último trabalho do humorista Garry Shandling, que morreu recentemente (como Ikki).

Não há necessidade de se fazer uma sinopse de uma história tão conhecida. Há trocas de alguns nomes e um final um pouco diferente, mas que abre caminho mais fácil para uma continuação (que já está em negociações no estúdio). 

Há ainda uma ceninha de árvores caindo na correnteza que lembra um pouco o filme da Pixar, O Bom Dinossauro (2015). Mas o que importa é que o novo Mogli é uma grande diversão para adultos e crianças.

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